Pré projeto Pedagogia-bullying

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FACULDADE​ ​BRASIL CAMILA​ ​SABINO​ ​DE​ ​ARAÚJO

VIOLÊNCIA​ ​NA​ ​ESCOLA:​ ​COMO​ ​PREVENIR​ ​O​ ​BULLYING

PÓLO​ ​PRAIA​ ​GRANDE SÃO​ ​PAULO 2018

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CAMILA​ ​SABINO​ ​DE​ ​ARAÚJO

VIOLÊNCIA​ ​NA​ ​ESCOLA:​ ​COMO​ ​PREVENIR​ ​O​ ​BULLYING

Trabalho​ ​de​ ​Conclusão​ ​de​ ​Curso apresentado​ ​ao​ ​Curso​ ​de Pedagogia​ ​da​ ​Faculdade Associada​ ​Brasil,​ ​como​ ​requisito parcial​ ​para​ ​a​ ​obtenção​ ​do​ ​grau​ ​de Licenciatura​ ​em​ ​Pedagogia. Orientadora:​ ​Juliana​ ​Silva

PÓLO​ ​PRAIA​ ​GRANDE SÃO​ ​PAULO 2018

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1-INTRODUÇÃO VIOLÊNCIA​ ​NA​ ​ESCOLA:​ ​COMO​ ​PREVENIR​ ​O​ ​BULLYING O tema Violência e ​Bullying​, é algo ainda hoje de difícil compreensão, pois atinge várias camadas da população, sem distinção de classe social, mesmo com toda a estatística de onde pode ocorrer, mais ou menos, com quem, etc, ainda assim, ninguém​ ​está​ ​livre​ ​de​ ​sofrer​ ​ou​ ​presenciar​ ​algo​ ​deste​ ​universo. Vale ressaltarmos o tão longe que o tema pode atingir, se citarmos como eixos de pesquisa problemática a intolerância e o preconceito, vamos encontrar inúmeros relatos, são tantos números que não caberiam neste texto, desde batalhas religiosas, até repúdio cultural, de ordens mundiais, (o mais famoso podemos citar o Holocausto, com teorias de puericultura do partido Nacional Socialista, o Nazismo, durante a Segunda Guerra) e até casos menores, (como ataques armados dentro das escolas), mas não menos importantes, mas para não expandirmos demais, vamos centralizar o tema no Bullying e Violência escolar, lembrando, que a minha preocupação pessoal, é de tentar retratar o tema, para que nós professores, possamos, de maneira preventiva, até mesmo​ ​ ​evitarmos​ ​casos​ ​desastrosos,​ ​como​ ​os​ ​citados. Historicamente o fenômeno Bullying foi relatado pela primeira vez pelo professor Dan Olweus, com estudos realizados na Universidade de Bergen, na Noruega (1978 a 1993), “... porém, o governo norueguês atentou seu olhar para essa violência institucional apenas após o suicídio de três crianças entre 10 e 14 anos, que provavelmente foi influenciado por atos de maus tratos dos colegas. A partir desse fato, a autoridade norueguesa, pressionada pela população, realizou em escala nacional a​ ​Campanha​ ​Anti-Bullying​ ​nas​ ​escolas​ ​(1993).”​ ​(QUINTANILHA,​ ​2011). “MARTINS (2005) ​apud ​ALBINO e TERÊNCIO, 2017 classifica três grandes formas de ​bullying​. A primeira envolve comportamentos “diretos e físicos”, o que inclui atos como agredir fisicamente, roubar ou estragar objetos alheios, extorquir dinheiro, forçar comportamentos sexuais, obrigar a realização de atividades servis, ou a ameaça desses itens. A segunda forma inclui comportamentos “diretos e verbais”, como insultar, apelidar, “tirar sarro”, fazer comentários racistas, homofóbicos ou que digam respeito a qualquer diferença no outro. Por último, há os comportamentos “indiretos” de bullying​, como excluir sistematicamente uma pessoa, fazer fofocas ou espalhar boatos, ameaçar excluir alguém de um grupo para obter algum favorecimento ou, de maneira geral,​ ​manipular​ ​a​ ​vida​ ​social​ ​de​ ​outrem.”​ ​(ALBINO​ ​e​ ​TERÊNCIO,​ ​2017).

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Além destes tipos classificados por MARTINS, imagino que podemos acrescentar o ciberbullyng​, a intolerância, e suas ramificações exemplos: intolerância racial, gêneros, times​ ​esportivos,​ ​religiosa,​ ​política,​ ​etc. “A ABRAPIA (s/d) coloca que os alvos do ​bullying​, as vítimas assim denominadas, os indivíduos que sofrem violência, são, geralmente, pouco sociáveis, dotados de poucos amigos, passivos, quietos e geralmente não reagem efetivamente aos atos de agressividade sofridos. A baixa auto-estima desses sujeitos faz com que se sintam merecedores​ ​dos​ ​ataques​ ​sofridos. O ​bullying é diferente de uma brincadeira inocente, sem intenção de ferir; não se trata de um ato de violência pontual, de troca de ofensas durante o decorrer de uma discussão, e sim de atitudes agressivas, que acabam por violar o direito à integridade física e psicológica e a dignidade humana. Ameaça, por sua vez, o direito à educação, ao desenvolvimento, à saúde e à sobrevivência de muitas vítimas desse ato de violência. “As vítimas se sentem indefesas, vulneráveis, com medo e vergonha, o que favorece o rebaixamento da sua auto-estima e a vitimização continuada e crônica”. (FANTE;​ ​PEDRA,​ ​2008,​ ​p.9,​ ​apud,​ ​CONSTANTINO​ ​e​ ​FRAGNANI,​ ​2017). Como fatores de risco podemos encontrar: “Fatores econômicos, sociais e culturais, aspectos inatos de temperamento e influências familiares, de amigos, da escola e da comunidade, constituem riscos para a manifestação do ​bullying e causam impacto na saúde​ ​e​ ​desenvolvimento​ ​de​ ​crianças​ ​e​ ​adolescentes. O ​bullying é mais prevalente entre alunos com idades entre 11 e 13 anos, sendo menos freqüente na educação infantil e ensino médio. Entre os agressores, observa-se um predomínio do sexo masculino, enquanto que, no papel de vítima, não há diferenças entre gêneros. O fato de os meninos envolverem-se em atos de ​bullying mais comumente não indica necessariamente que sejam mais agressivos, mas sim que têm maior possibilidade de adotar esse tipo de comportamento. Já a dificuldade em identificar-se o ​bullying entre as meninas pode estar relacionada ao uso de formas mais sutis.”​ ​(LOPES​ ​NETO,​ ​ ​2005). A violência é um termo mais conhecido, embora ela esteja presente conjuntamente ou não​ ​com​ ​o​ ​bullying. Infelizmente a violência é conhecida desde os primórdios, há quem diga que não exista evolução sem violência, desde a tomada de terras, com os antigos desbravadores, até guerras mais recentes. Mas será que a violência é primordial para a evolução humana? Ou​ ​será​ ​ela​ ​uma​ ​conseqüência​ ​desastrosa,​ ​como​ ​um​ ​efeito​ ​colateral​ ​da​ ​evolução? A​ ​ ​autoridade​ ​também​ ​é​ ​freqüentemente​ ​confundida​ ​com​ ​a​ ​violência.

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“Sua insígnia é o reconhecimento inquestionável por aqueles a quem se pede que obedeçam:​ ​nem​ ​a​ ​coerção​ ​nem​ ​a​ ​persuasão​ ​são​ ​necessárias”​ ​(ARENDT,​ ​1994,​ ​p.37) [...] o poder é de fato a essência de todo governo, mas não a violência. A violência é por natureza instrumental; como todos os meios ela sempre depende da orientação e da justificação​ ​pelo​ ​fim​ ​que​ ​almeja.​ ​(ARENDT,​ ​1994,​ ​p​ ​40-41) “A forma extrema de poder é o de todos contra um, a forma extrema da violência é um contra​ ​todos”​ ​(ARENDT,​ ​1994,​ ​p.​ ​35). Logo, podemos refletir em vários aspectos, seria a violência necessária, para a condição de evolução humana? Ou seria mesmo um efeito colateral, desastroso do aspecto​ ​evolutivo? Então, como podemos explicar, a violência doméstica, acometendo crianças, mulheres, idosos? Qual a característica do autor ou autores que usam do fenômeno violento para ganhar algo?​ ​E​ ​a​ ​“​ ​vítima”?​ ​Qual​ ​a​ ​característica? Será​ ​possível​ ​prever​ ​antecipadamente​ ​características​ ​do​ ​agressor​ ​e​ ​da​ ​vítima? E porque a violência escolar vem crescendo a cada dia mais, seria espelho de uma sociedade​ ​em​ ​farrapos,​ ​ou​ ​seria​ ​apenas​ ​casos​ ​isolados​ ​de​ ​rebeldia? Quem​ ​é​ ​o​ ​culpado?​ ​Existe​ ​algum​ ​culpado?​ ​Alguma​ ​causa? Infelizmente o que vemos, é o resultado, muitas vítimas, ninguém a culpar, ninguém a punir,​ ​nada​ ​para​ ​consertar...

2-JUSTIFICATIVA Para realizar o projeto, fiquei muito relutante ao escolher o tema “ Violência e Bullying​”, mas por ser algo que traz extrema preocupação à todos envolvidos, desde a comunidade, pais, alunos, familiares, e porque não citar o mundo todo, pois quando algo do tipo aparece nos noticiários mundiais, a população toda se preocupa, então esta é​ ​a​ ​minha​ ​justificativa​ ​pessoal​ ​para​ ​explicar​ ​o​ ​motivo​ ​da​ ​escolha​ ​do​ ​tema.

3-OBJETIVO O objetivo desta pesquisa é compreender melhor o ​bullying, a violência, aqui limitaremos​ ​ao​ ​de​ ​nível​ ​escolar,​ ​suas​ ​causas,​ ​consequências,​ ​e​ ​meios​ ​de​ ​prevenção.

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4-​ ​Metodologias: Para​ ​realizar​ ​esta​ ​pesquisa​ ​iremos​ ​realizar​ ​levantamento​ ​bibliográfico.

5-​ ​Resumo​ ​de​ ​capítulos 1-​ ​Introdução 2-​ ​Definição​ ​(​ ​Bullying,​ ​cyberbullying,​ ​violência) 3-​ ​Características 4-​ ​O​ ​que​ ​não​ ​é​ ​bullying? 5-​ ​O​ ​que​ ​leva​ ​o​ ​autor​ ​do​ ​bullying​ ​praticá-lo? 6-​ ​Como​ ​identificar​ ​o​ ​alvo​ ​do​ ​bullying? 7-​ ​Meios​ ​de​ ​prevenção 8-​ ​Considerações​ ​finais

6-CONSIDERAÇÕES​ ​FINAIS Lembrando que muitos são os envolvidos neste processo, o (os) autores, o (os) alvos, a ( as) testemunhas, e todos merecem medidas especiais e educativas, é claro que a realidade que temos hoje no Brasil é diferente da realidade de um país desenvolvido, com psicólogos para atender todas as partes e suas famílias, mas não por isso devemos cruzar​ ​os​ ​braços​ ​diante​ ​de​ ​tal​ ​situação. Para concluir, a intolerância e o preconceito de certa forma iniciam o processo de Bullying e Violência, por isso medidas educativas e preventivas devem ser organizadas em todos os aspectos, desde medidas educativas nas escolas, até de maior âmbito como documentários, jornalismo, em Tv, internet, etc. Se partirmos deste aspecto de intolerância e preconceito, podemos analisar que historicamente é antiga, mas hoje é mais divulgada, devido às tecnologias, e diria que ganhou novas nomeações como o próprio termo ​Bullying e ​ciberbullyng​, cabe à nós professores reforçarmos o tema, para que possamos atingir o objetivo de prevenção, e que estes jovens​ ​alunos​ ​sejam​ ​a​ ​“​ ​sementinha”​ ​de​ ​um​ ​futuro​ ​com​ ​mais​ ​tolerância​ ​e​ ​paz.

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7-REFERÊNCIAS​ ​BIBLIOGRÁFICAS ALBINO, P.L., Terêncio, M. G. ​Considerações críticas sobre o fenômeno do bullying​: Do conceito ao combate e à prevenção. Pesquisado no site em : 08/10/2017.http www.pmf.sc.gov.br/arquivos/arquivos/pdf/18_03_2010_15.21.10.2af5ca0c78153b8b4 a47993d66a51436.pdf

ARENDT,​ ​Hannah.​ ​Da​ ​Violência​.​ ​RJ.​ ​Vozes.​ ​1994.

CONSTANTINO, H.C.C., Fragnani, E.C.S. ​Violência escolar: uma visão geral sobre o fenômeno Bullying​.Pesquisado no site em : 08/10/2017: http://docplayer.com.br/10063137-Violencia-escolar-uma-visao-geral-sobre-o-fenome no-bullying-violence-in-schools-an-overview-of-the-phenomenon-bullying.html

LOPES NETO, AA. ​Bullying – comportamento agressivo entre estudantes. J.Pediatr​ ​(Rio​ ​J).​ ​2005;81(5​ ​Supl):S164-S172. QUINTANILHA, Clarissa Moura. ​Um ​olhar exploratório sobre a percepção do professor em relação ao fenômeno bullying ​/ Clarissa Moura Quintanilha–Monografia (Licenciatura em Pedagogia) - Universidade do Estado do Rio​ ​de​ ​Janeiro,​ ​Faculdade​ ​de​ ​Formação​ ​de​ ​Professores.​ ​2011.
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