Incidente Critico I

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Ensino Clínico 7 – Cuidados à criança e ao Adolescente

Hospital Lusíadas Incidente Crítico

Discente: Fábio Manuel Almeida Neto Nº de Matrícula: 198915017

Lisboa, junho 2018

Universidade Católica Portuguesa Instituto de Ciências da Saúde Escola de Enfermagem de Lisboa

Curso de Licenciatura em Enfermagem Ano Letivo 2017/2018 3º Ano - 2º Semestre

Ensino Clínico 7 – Cuidados à criança e ao Adolescente

Hospital Lusíadas Incidente Crítico

Discente: Fábio Manuel Almeida Neto Professoras Orientadoras: Judite Vaz, Filipa Andrade Enfermeira Orientadora: Joana Santos Nº de Matrícula: 198915017, Turma 10

Lisboa, junho de 2018

No âmbito da Unidade Curricular do Ensino Clínico 7 – Cuidados à criança e ao Adolescente, inserido no plano curricular do 3.º ano, 2.º semestre do Instituto Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa foi proposta a realização deste Incidente Crítico. Decidi fazer este Incidente Critico sobre uma situação que ocorreu em ambiente de sala de tratamento no serviço de urgência pediátrica. A razão que me levou à escolha desta situação foi a minha perceção de capacidade de melhoramento e de aprendizagem. Logo no inicio deste Ensino Clinico a minha enfermeira orientadora informou-me que a maioria dos turnos Irião ser realizados no serviço de urgências pediátricas, pelo que a meu ver iria-me ser vantajoso para conhecer diversas patologias das crianças e na análise da situação. O exemplo mais concreto é a triagem, assistindo a todo o processo de triagem de Manchester foi me possível observar diversas patologias, diferentes estados de urgência e os cuidados necessários associados. Também relacionado com o facto de estar mais presente nas urgências a meu ver não iria abordar muito todo o aspeto da comunicação com a criança. Num dos turnos em que estava a acompanhar a minha enfermeira orientadora, através da distribuição de tarefas, esta estava atribuída aos cuidados na sala tratamentos. O turno estava a decorrer com toda a normalidade, e surgiu uma prescrição médica para se realizar uma recolha de exsudado faríngeo a uma criança. Um procedimento que eu já o tinha realizado diversas vezes, no inicio com uma supervisão mais direta da enfermeira, mas no momento, esta apenas observava á distancia a realização do procedimento, eu também já me sentia à vontade para realiza-lo autonomamente. Fui chamar a criança, com 7 anos, à sala de espera, direcionei-a para a sala de tratamentos e disse a esta para se sentar numa cadeira que se encontrava na sala. No caminho até a sala de tratamentos, a criança apresentava-se bem, sem aparentes sinais de stress, como por exemplo: irritação, choro, polipneia. Quando a criança se senta eu passo a explicar-lhe o procedimento, com um discurso mais adaptado à sua idade, como por exemplo: “vou só fazer umas cócegas na garganta”. Quando começo a realizar esta explicação a criança começa a chorar e a não me deixar realizar o procedimento, pelo que a tento convencer dizendo – “se abrires a boca é só preciso fazer uma vez é vai ser muito rápido” – a mãe estava a incentiva-la á realização do procedimento, mas mesmo assim a criança não colaborava. Entretanto a enfermeira apercebe-se da situação e intervém. No inicio, comunicando com a criança usando o mesmo método que eu estava a utilizar, mas de seguida como verificou que este

método não estava a surtir efeito, alterou a sua abordagem à criança. A abordagem que utilizou foi, um método de comunicação mais assertiva, dizendo – “vamos tens que fazer o exame há mais crianças que já estão a espera”. Esta abordagem não foi violenta, nem desrespeitou a vontade e o tempo da criança, até à data nunca tinha observado uma comunicação assertiva, mas que ao mesmo tempo era respeitadora da pessoa, neste caso na criança. Pouco tempo depois a criança parou de chorar e a enfermeira realizou a colheita de forma a ser o mais rápido possível para não proporcionar mais desconforto. A criança, acompanhada pela mãe, saiu da sala de tratamento e foi para a sala de espera a aguardar pelo resultado, que seria emitido pelo laboratório. A enfermeira passoume a explicar que por vezes é necessário ser mais assertivos com as crianças, fazendo com que estas sejam mais colaborantes, não as forçando, mas tentando consciencializálas da situação, adaptando sempre a comunicação à faixa etária. As crianças na faixa etária dos 6-11/12 anos estão na fase escolar (Wong), possuem algumas características diferenciadas, que eu achei importantes para a situação e que eu vou analisar se abordei ou não. As diferentes competências da Idade Escolar que selecionei são: •

“Competência de linguagem aumentadas: gostam de conversar, interesse na aquisição de conhecimentos. O seu pensamento é cada vez mais lógico, coerente, reversível e mais estruturado. Acreditam mais no que sabem do que no que veem.” (Andrade, 2017) Relativamente a esta característica a ver meu eu abordei, por ter mantido uma conversa com a criança, desde a sala de espera até à sala de tratamentos



“Solicitar a cooperação da criança e dizer o que se é esperado desta (autocontrole aumentado).” (Andrade, 2017) Eu comecei por explicar a criança o procedimento e também o que era esperado dela, sendo que nesta situação era abrir a boca de forma a permitir a realização do exame.



“Permitir a responsabilização por tarefas simples, incluir a criança na tomada de decisão e incentivar a participação (esforço pela industria).” (Andrade, 2017) Nesta característica, eu tentei incentivar a criança a participar, mas não o consegui fazer. Mas a enfermeira através do seu discurso assertivo incentivou a participação, sendo eficaz e tendo como resultado final a colaboração da criança.



“Preocupam-se com a integridade corporal. São muito sensíveis a qualquer ameaça ou ferimento.” (Andrade, 2017) Expliquei o procedimento, o material, de forma a que a criança não considere o considere uma ameaça. Com a realização deste incidente critico foi me possível consciencializar de todas as

especificidades associadas ás diferentes etapas do desenvolvimento da criança. Também me foi possível perceber que se poderão utilizar diferentes estratégias de comunicação com a criança, com o fim de obter a colaboração desta e proporcionar-lhe o menor desconforto possível.

Bibliografia Andrade, F. (2017). Comunicação com a criança. Lisboa, Lisboa, Portugal. Obtido em 14 de junho de 2018 Wong, D. L. (s.d.). Enfermagem Pediátrica - Elementos essenciais à Intervenção efetiva (5ª ed.). Obtido em 14 de junho de 2018
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