Suno Call #469 – Fatos que você precisa saber sobre Itaúsa ITSA3 ITSA4 – Parte I

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Suno Call #469 26/12/2019

TEMA DO DIA

Fatos que você precisa saber sobre Itaúsa (ITSA3/ITSA4) – Parte I Hoje trarei mais um Suno Call direcionado ao conhecimento de boas empresas. Trago, então, nesses últimos dias do ano, uma série contemplando fatos sobre a Itaúsa – uma excelente empresa do mercado brasileiro. Provavelmente, algumas pessoas ainda não devem saber que a Itaúsa é uma holding pura. Isto é, uma empresa cujo único foco é ter participações em outras empresas. Atualmente, ela possui participação, principalmente, no Itaú, na NTS, na Alpargatas, na Duratex e na Itautec. Com essas participações, ela coloca seus investimentos em áreas como os setores nanceiro, indústrias de painéis de madeira, louças e metais sanitários, revestimento cerâmico, vestuário, calçados e gasodutos.

Fato #1 – A maior parte do resultado da companhia vem do Banco Itaú Este é um ponto que vale ser destacado: quase a totalidade dos resultados da holding são oriundos dos resultados do Banco Itaú. A Itaúsa tem participações relevantes nas empresas em que investe: é dona de 37,5% do Itaú, 36,7% da Duratex e 28,9% da Alpargatas. No entanto, uma participação neste patamar percentual no Itaú é muito mais valiosa do que é na Duratex e na Alpargatas, por exemplo, já que o Itaú é uma empresa bem maior do que essas outras duas (conforme podemos observar os valores de mercado na gura a seguir).

Nos últimos tempos, a Itaúsa até, de certa forma, tentou aumentar participação em outros negócios. Ela buscou diversi cação adquirindo parte da NTS e da Alpargatas. É interessante dizer que a Itaúsa comprou, em 2017, a fatia da Alpargatas que pertencia à família Batista, da JBS. Após a delação da JBS, num momento de stress do mercado, a família teve de se desfazer de alguns ativos e, dentre eles, estava a Alpargatas. Para quem não a conhece, trata-se da empresa que controla, dentre algumas marcas, a Havaianas. Portanto, a Itaúsa é uma holding, como a Berkshire Hathaway – porém não tão diversi cada – cujo principal ativo são as ações do Itaú.

Fato #2 – Dividendos em bom nível Em junho de 2019, a Itaúsa estava com um dividend yield (indicador calculado pelo dividendo pago por ação dividido pela cotação do papel) de cerca de 8,2%. Trata-se de um bom yield, sobretudo neste ambiente de taxa de juros baixa, com a Selic no patamar de 4,5% ao ano. Vale destacar que é bem provável que este yield se mantenha alto, devido à diminuição do ritmo de crescimento do Itaú. O Banco já é o maior do Brasil e, devido ao seu porte, o crescimento tende, naturalmente, a ser menor. Com isso, a tendência é de que os lucros sejam distribuídos na forma de dividendos, em vez de serem utilizados na atividade do Banco. Por m, é importante notar que o Itaú distribui seus dividendos e a Itaúsa, sendo um “acionista” do Itaú, recebe estes dividendos e tende a repassar para os seus acionistas.

Fato #3 – A Duratex já teve grande relevância no portfólio Embora hoje a Duratex tenha seu tamanho na carteira da Itaúsa ofuscado pelo tamanho da parcela do Itaú que a holding detém, é interessante notar que essa empresa já teve uma relevância interessante no portfólio. No entanto, o crescimento exponencial do Itaú fez com que ele tomasse grandes proporções, su cientes para fazer com que a Duratex pareça irrelevante – mas apenas pareça, uma vez que se trata de uma empresa cujo porte é relevante, que também é negociada em Bolsa (DTEX3). Clique aqui e responda à nossa pesquisa de satisfação. Fazendo isso, você nos ajuda a trazer conteúdos cada vez melhores. Gostou desta edição? Envie seu feedback para [email protected]

Radar do Mercado As notícias mais relevantes das empresas da Bolsa de Valores brasileira, diariamente, para você.

Petrobras (PETR4) comunica fase vinculante de venda de ativos e extensão de prazos A Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras) comunicou ao mercado e aos seus acionistas o início da fase vinculante referente à venda de sua participação em dois blocos exploratórios em terra, localizados na Bacia do Espírito Santo. Os habilitados para essa fase receberão carta-convite com as instruções a respeito do processo de desinvestimento, inclusive com as orientações para a realização de due diligence e para o envio das propostas vinculantes. A divulgação da fase vinculante está de acordo com as diretrizes para desinvestimentos da Petrobras e compreende as concessões ES-T-506_R11 e ES-T-516, adquiridas pela Petrobras na 11ª rodada de licitações da ANP. Os contratos de concessão foram assinados em 2013, e atualmente estão no Primeiro Período Exploratório. A Petrobras detém 50% de participação, juntamente com a Cowan Petróleo e Gás, que detém a outra parte da participação. Também foi estendido, até 15 de janeiro de 2020, o prazo de noti cação para as empresas expressarem o seu interesse na oportunidade de aquisição da parcela da participação da Petrobras na concessão BM-P-2, localizada na Bacia de Pelotas. Já o prazo para envio do Acordo de Con dencialidade e dos demais documentos previstos no teaser passou para 24/01/2020.

A concessão BM-P-2 está localizada em águas profundas da Bacia de Pelotas, em lâmina d’água entre 1.000m e 2.000m. Foi adquirida integralmente pela Petrobras em 2004 na 6ª rodada de licitações da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Em 2013, a Total tornou-se parceira com a aquisição de 50% da participação. Atualmente, a concessão está estrategicamente localizada em relação à 18ª rodada de licitações da ANP, com previsão de ocorrer em 2021, em que serão selecionados blocos da Bacia de Pelotas. A Petrobras, nos últimos meses, tem focado em ativos de menor risco e maior rentabilidade, permitindo que a empresa tenha maior competitividade na aquisição de novos blocos exploratórios nos leilões de petróleo e gás. Com essa estratégia, é possível que a empresa concentre mais esforços em ativos de maior retorno nanceiro e cresça de forma mais consistente, trazendo maiores retornos aos acionistas. Clique aqui e responda à nossa pesquisa de satisfação. Fazendo isso, você nos ajuda a trazer conteúdos cada vez melhores.

Guararapes (GUAR3) comunica pagamento de juros sobre capital próprio A Guararapes confecções aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio, referentes ao exercício de 2019, no montante de R$ 238.167.099,00, correspondentes a R$ 0,4771 por ação. O pagamento será realizado em 30 de abril de 2020, considerando a posição acionária em 30 de dezembro de 2019.

Multiplan (MULT3) comunica pagamento de juros sobre capital próprio A Multiplan Empreendimentos aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio no valor bruto de R$ 90 milhões, correspondentes a R$ 0,15088 por ação, O pagamento está sujeito a tributação de 15% de imposto de renda na fonte, e será realizado em 29 de maio de 2020, considerando a posição acionária em 30 de dezembro de 2019.

BrasilAgro (AGRO3) comunica sobre incorporação da Agri rma A BrasilAgro comunicou que o seu Conselho de Administração aprovou todas as matérias a respeito da incorporação da Agri rma Holding Brasil pela BrasilAgro. A incorporação também foi aprovada pela Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, ainda sujeito a julgamento pelo Tribunal do CADE.

Banco Inter (BIDI11) comunica sobre pagamento de juros sobre capital próprio Banco Inter comunicou o pagamento de juros sobre capital próprio no montante bruto de R$ 12.812.916,84, equivalente a R$ 0,01816 por ação. O pagamento será efetuado em 08 de janeiro de 2020, considerando a posição acionária em 27 de dezembro de 2019.

Eletrobras (ELET6) comunica convocação de assembleias gerais

A Eletrobras comunicou a convocação das Assembleias Gerais Extraordinárias das subsidiárias Eletrosul Centrais Elétricas S.A. e Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica para o dia 02 de janeiro de 2020. As Assembleias terão a nalidade de tratar a respeito da incorporação da Eletrosul pela CGTEE, conforme prevê o Plano Diretor de Negócios e Gestão 2019-2023.

Magazine Luiza (MGLU3) comunica o pagamento de juros sobre capital próprio O Magazine Luiza comunicou a aprovação do pagamento de juros sobre capital próprio no montante de R$ 58 milhões, correspondentes a R$ 0,03578915 por ação ordinária. O pagamento será realizado até trinta dias após a realização da Assembleia Geral Ordinária de 2020, considerando a posição acionária em 30 de setembro de 2019.

EDP Energias do Brasil (ENBR3) comunica o pagamento de juros sobre capital próprio A EDP Energias do Brasil comunicou a aprovação do pagamento de juros sobre capital próprio no montante de R$ 236 milhões, referentes ao exercício de 2019. Será pago R$ 0,39020 por ação ordinária, sujeito a retenção de 15% de imposto de renda na fonte. O pagamento será realizado até 30 de junho de 2020, considerando a posição acionária em 30 de dezembro de 2019.

Oi (OIBR3) comunica emissão de debêntures da sua controlada A Oi S.A. comunicou a emissão de debêntures simples pela sua controlada Oi Móvel S.A. no valor total de até R$ 2,5 bilhões. As debêntures terão o vencimento de 24 meses, contados da data de emissão, com a remuneração baseada na variação do dólar norte-americano, acrescida de juros de 12,66% ao ano. A emissão foi aprovada com base no Plano de Recuperação Judicial das Empresas Oi.   Disclaimer: o Radar do Mercado não constitui recomendação de compra nem de venda das empresas contempladas, apenas visa abordar as notícias mais recentes das empresas da Bolsa brasileira. A opinião dos analistas da Suno Research é expressa exclusivamente através dos relatórios.

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